JULHO, 2018

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ÍNDICE DE CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DE PEQUENOS E MÉDIOS NEGÓCIOS DO BRASIL (IC-PMN)

O QUE É IC-PMN?
É o índice que mede a confiança dos empresários de pequenos e médios negócios e reflete suas perspectivas em relação ao futuro da economia do seu setor e do seu próprio negócio. As expectativas desses agentes econômicos podem afetar variáveis-chave para o desenvolvimento do país, tais como investimento e geração de novos postos de trabalho. Por essa razão, conhecê-las é de fundamental importância. Para isso, você conta com o Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN).

QUANDO FOI LANÇADO?

Novembro de 2008.

FREQUÊNCIA?

Trimestral.

QUEM ORGANIZA O ÍNDICE?

O Insper em parceria com o Santander.

COMO FUNCIONA?

Varia em uma escala de 100 pontos, em que 100 é o nível máximo de confiança.

QUANDO OS DADOS FORAM COLETADOS?

De 25 a 28 de junho.

QUEM FORAM OS ENTREVISTADOS?

1.356 empresários de todo o Brasil e de todos os setores da economia.


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O ÍNDICE DE CONFIANÇA DO PEQUENO E MÉDIO

EMPRESÁRIO CAIU 3,09% NO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2018 EM RELAÇÃO AO TRIMESTRE ANTERIOR.


 

A confiança do pequeno e médio empresário caiu 3,09% em relação ao segundo trimestre de 2018, totalizando 68,46 pontos.

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A margem de erro do índice é de 1,4%, para mais ou para menos. O nível de confiança adotado foi de 95%.


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O IC-PMN registrou queda de 3,09% no segundo trimestre com relação ao trimestre imediatamente anterior, após um trimestre em alta, registrando a primeira queda de expectativa em 2018.

Na análise por regiões, foram registradas quedas nas regiões Nordeste, Sul, Norte e Sudeste, com destaque para as regiões Nordeste (-7,86%), Sul (-6,39%) e Norte (-6,11%). A região Centro-Oeste foi a única a apresentar uma variação positiva (0,73%). Na abertura por atividade econômica, os três setores registraram retração: Indústria (-6,52%), Serviços (-5,83%) e Comércio (-0,51%).

Ao analisar o índice por questão, verificam-se variações negativas para todos os quesitos: Economia (-6,5%), Investimento (-3,63%), Ramo (-3,42%), Lucro (-2,38%), Faturamento (-2,16%) e Empregados (-0,4%).

A confiança dos empresários proprietários de negócios de pequeno e médio porte no Brasil, para o terceiro trimestre de 2018, recuou 3,09%, na comparação com o trimestre imediatamente anterior. É o que mostra o resultado do Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), ao atingir 68,46 pontos. O indicador é elaborado pelo Centro de Estudos em Negócios do Insper com apoio do Santander.

“A reversão da evolução positiva da confiança dos empresários registrada nos dois trimestres anteriores, na nossa avaliação, foi consequência principalmente dos eventos registrados em maio (greve dos caminhoneiros e seus desdobramentos). Será necessário mais tempo para avaliar se os efeitos desses eventos serão apenas temporários ou de natureza mais duradoura”, aponta Gino Olivares, professor do Insper e pesquisador responsável pelo IC-PMN.

O superintendente executivo do segmento de Negócios e Empresas do Santander Brasil, Thomaz Antonio Licariao Rocha, acredita que o pessimismo dos empresários retrata um movimento pontual. “O crédito, hoje, está mais barato, por conta do recuo da Selic. Nesses últimos dois anos de demanda retraída, os empresários, em 2018, estão mais eficientes em termos de custos e produção e estão recomeçando a investir nos seus negócios, apesar das incertezas de curto prazo”, explica o executivo. “Seguimos otimistas com o segmento e prontos para dar toda a assistência financeira e não-financeira a esse público”, ressalta Rocha.

O resultado do IC-PMN para o terceiro trimestre reflete o efeito da paralisação no setor de transporte em maio sobre as expectativas das pequenas e médias empresas em relação ao desempenho econômico à frente, via contaminação da confiança na economia e nos investimentos. Contudo, apesar do recuo observado na confiança na economia para os próximos meses, o índice continua em tendência de alta, reforçando que permanecemos em processo de recuperação econômica, apenas em ritmo mais lento do que o observado no início do ano, afirmou Tatiane Pinheiro, economista do Banco Santander.

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