Passo a passo: saiba como exportar produtos nacionais

Em tempos de retração na economia ou mesmo em fases mais prósperas, exportar produtos pode ser uma solução para manter a lucratividade.

05-04-2018

como-exportar-passo-a-passo

Foi-se o tempo em que exportar era uma atividade restrita a poucas empresas privilegiadas. Hoje, com a expansão do comércio internacional em todos os níveis, até mesmo pequenas empresas podem se tornar exportadoras.

Se é esse o objetivo do seu negócio, continue a leitura deste post. Aqui você encontrará um passo a passo resumido e objetivo, com tudo o que você precisa para começar a lucrar vendendo para o mercado externo.

1. Juntar a documentação

Embora seja uma lista relativamente extensa, se seu negócio estiver devidamente regularizado e sem pendências fiscais, não haverá dificuldade para obter a documentação e se registrar como empresa exportadora. 

Devem ser providenciados documentos da própria empresa e das mercadorias que serão comercializadas. Para a empresa, a documentação é a seguinte:

  • cadastro no Registro de Exportadores e Importadores (REI) da SECEX/MDIC;
  • carta de crédito que registre intenção de compra por parte do importador;
  • contrato e letra de câmbio, que equivale à permissão para trocar moedas estrangeiras e como representativo do título de crédito;
  • modelo de fatura pró-forma, na qual estarão especificados dados de um produto;
  • documentos do contrato de exportação.

Dependendo do tipo de mercadoria, serão necessários procedimentos e documentos específicos — alguns com sistemas de uso obrigatório, conforme detalhamos no tópico a seguir.

2. Fazer o cadastro no RADAR/Siscomex

Uma vez que sua empresa esteja regularizada perante o fisco, a Sefaz do seu estado e a Junta Comercial (Jucerja), é necessário fazer o cadastro como exportadora no Registro de Habilitação no Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (RADAR).

Dependendo do tipo de mercadoria que sua empresa exportar, pode ser necessário fazer o registro em um dos sistemas específicos que constam no site do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

3. Elaborar uma estratégia

Cumpridas as formalidades, é fundamental que o seu negócio esteja amparado por uma estratégia sólida. Para isso, o mais importante é cercar-se de muita informação relevante sobre o mercado no qual pretende atuar.

Nesse sentido, sua empresa deverá estar preparada para atender às exigências da legislação do país estrangeiro e seus produtos deverão estar de acordo com as preferências locais. 

Conhecer os custos com logística e montar um planejamento financeiro para dar conta das operações também faz parte de uma estratégia bem-sucedida. Uma forma de facilitar esse processo é ter contato direto com agentes e fornecedores no país de destino. Eles poderão apontar “atalhos” que, do Brasil, você certamente não teria como conhecer.

4. Conhecer os Incoterms

Quem atua no comércio exterior precisa conhecer os padrões operacionais em portos e aeroportos, relacionados ao desembaraço aduaneiro e à capatazia. Trata-se do conjunto de procedimentos conhecidos como Incoterms. Um exemplo de Incoterm é o termo Free On Board (FOB), usado para designar a entrega de uma mercadoria no porto de destino.

5. Diferenciar o produto

Dependendo do país para o qual sua empresa vai exportar, você precisará garantir que seus produtos não serão “mais do mesmo”. Nesse quesito, informação é fundamental. Para isso, vale uma consulta ao portal da Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (Apex), na seção Estudos de Oportunidades de Mercados.

6. Obter as certificações para exportar produtos

Se no Brasil temos órgãos para monitorar e normatizar os processos de fabricação e de qualidade, no exterior não é diferente. Para quem pretende exportar alimentos, essa é uma questão sensível, uma vez que produtos fora das especificações locais podem até mesmo ficar retidos no porto.

7. Explorar incentivos fiscais

Você já ouviu falar do drawback? Exportadores que utilizam insumos vindos do exterior para produzir suas mercadorias podem se beneficiar dessa forma de incentivo fiscal. Insumos comprados e enquadrados em drawback contam com isenção de tributos aduaneiros e impostos como IPI e ICMS, o que representa uma significativa redução dos custos ao exportar produtos, não importando o país ou o continente.

Ficou mais claro para você o que é necessário para exportar? Compartilhe este artigo nas redes sociais e mostre seus conhecimentos sobre o estimulante e lucrativo mundo da exportação!


Quer saber mais sobre internacionalização? Leia também o artigo Internacionalização de empresa: passe por esse processo sem burocracia.

CONTEÚDO RELACIONADO

Notícias e Atualidades

4 erros de networking internacional que todo empreendedor deve evitar

Notícias e Atualidades

O que não fazer na hora de exportar seus produtos

O que você achou desta matéria?

O QUE A GENTE PODE FAZER PELA SUA EMPRESA, HOJE?

Para tornar nossos conteúdos cada vez mais atrativos, responda nossa pesquisa e nos conte quais temas são mais relevantes para o seu desenvolvimento

RESPONDER

JÁ RECEBE A NOSSA NEWSLETTER?

Para receber gratuitamente as notícias que interessam a quem tem negócios, insira um endereço de e-mail:

CADASTRAR