5 estatísticas de empreendedorismo para acompanhar de perto

Taxa de abertura e fechamento das empresas está entre as mais importantes.

07-09-2018

empreendedorismo


Se você deseja abrir um negócio ou aprimorar sua gestão, é essencial acompanhar as estatísticas de empreendedorismo. Assim é possível ficar a par de toda tendência que estiver movimentando a área, positiva ou negativamente.

Isso é importante para mapear oportunidades, se preparar para uma eventual crise no seu setor de atuação e melhorar o processo de tomada de decisão. Separamos neste artigo cinco estatísticas do empreendedorismo que trazem um rápido panorama da área. Não deixe de conferir!

1. Em 2017, existiam aproximadamente 49,3 milhões de empresas no Brasil

De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), produzida pelo IBQP com o suporte do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), havia cerca de 49,3 milhões de negócios no país em 2017. Desse número, quase 22,1 milhões correspondiam a novas empresas (com até 3,5 anos).

2. O empreendedorismo por necessidade gerou 11,1 milhões de negócios entre 2014 e 2017

É possível dividir o empreendedorismo em dois grupos:

  • por oportunidade: quando o empreendedor descobre e desenvolve uma chance de negócio;

  • por necessidade: nesse segundo grupo, está quem enxerga no empreendedorismo uma forma de obter renda e superar o desemprego ou outro desafio econômico.

Entre 2014 e meados de 2017, foram abertas 11,1 milhões de empresas por necessidade no Brasil. Em 2014, esse grupo correspondia a 29% dos novos negócios, passou para 43% em 2015 e para 42% em 2016. Em 2017, foi estimado em 39,9%.

3. De 57 a 68% dos negócios fundados em 2016 poderão passar da barreira dos dois anos

O Sebrae realizou em outubro de 2016 o estudo Sobrevivência das empresas no Brasil. De acordo com ele, 23,4% das empresas do país fecharam as portas entre 2012 e 2014. Já o número de organizações que foram fundadas em 2012 e chegaram até 2014 foi de 76,6% — representando um dos melhores índices até então.

No entanto, foi nessa época que a última crise econômica brasileira se agravou. Desde então, estima-se que a Taxa de Sobrevivência de Empresas de dois anos decaiu tanto nos cenários favoráveis quanto nos desfavoráveis. Em contrapartida, a Taxa de Mortalidade de Empresas de dois anos subiu.

Das organizações abertas em 2016, prevê-se que apenas 68% (cenário otimista) ou 57% (cenário pessimista) sobrevivam até o fim de 2018. Além da turbulência econômica, uma das principais causas do fechamento de um negócio envolve a falta de preparo do empreendedor, desde o planejamento até a gestão.

4. Número de autônomos formalizados cresceu 39% em quatro anos

A quantidade de trabalhadores autônomos com CNPJ alcançou 4,244 milhões em 2016. Isso representa uma expansão de 39% em comparação a 2012. Os que trabalham com CNPJ — ou seja, são formalizados — constituem 18,9% desse total (sendo que eram 14,9% em 2012).

5. Empresas de alto crescimento aumentaram seus postos de trabalho em 172,1% entre 2012 e 2015

Uma organização considerada de alto crescimento é aquela que eleva a quantidade de funcionários ao menos 20% ao ano (em média), por três anos seguidos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, elas geraram 2,2 milhões de vagas entre 2002 e 2015, passando de 1,3 milhão de empregados para 3,5 milhões. Isso significa uma variação de 172,1%.

O segmento de construção foi o que obteve a maior proporção de companhias de alto crescimento em relação ao total de negócios ativos que tinham dez ou mais pessoas assalariadas, chegando a 8,1%.

Em termos absolutos, o setor de serviço teve 8.524 empresas, o que colocou essa área como a de maior número de organizações de alto crescimento. As três principais atividades econômicas foram:

  • reparação de veículo automotor e motocicleta, com 26,5%;

  • indústria de transformação, com 18,7%;

  • a própria construção, com 11,2%.

 

Essas estatísticas de empreendedorismo ajudam a compreender as variações do setor no Brasil. Analisá-las com base no contexto vivido pode contribuir para tomar decisões melhores, especialmente se você estiver considerando abrir um negócio.

Quer entender melhor o mercado de empreendedorismo brasileiro? Confira a percepção do empresário do setor por meio do Índice de Confiança do Pequeno e Médio Negócio (IC-PMN)!

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