Como fica a economia brasileira em ano eleitoral?

Economistas acreditam que dólar pode aumentar ainda mais.

24-09-2018

economia brasileira


A disputa eleitoral de 2018 é a mais imprevisível desde a redemocratização brasileira. Há um grande número de candidatos (13 no total) e tempo de campanha apertado: apenas 45 dias (até 2015, eram 90 dias).

Este cenário contamina as decisões econômicas, sobretudo as que são tomadas com base em expectativa, como o investimento. É por isso que vemos a Bolsa de Valores e a cotação do dólar oscilarem tanto.

Neste artigo, vamos explicar até que ponto o processo eleitoral influencia a economia te mostrar como você pode proteger seus investimentos. Acompanhe!

Por que e como a eleição impacta a economia?

Projetar as decisões políticas que podem afetar a economia brasileira tem sido difícil no período recente. O país enfrenta, ainda, o efeito da crise mais acentuada de sua história. Fora isso, a instabilidade político-institucional tem provocado transições bruscas e dificultado a tomada de decisão em relação a aplicações financeiras.

Na prática, sentimos o efeito disso tudo prontamente. O dólar e a Bolsa são os primeiros a indicar que algo não vai bem. A compra da moeda estrangeira revela que o investidor não se sente tão seguro em relação à nossa economia. Se há uma busca maior pelo dólar, o preço dele sobe no mercado.

O mesmo ocorre com a Bolsa de Valores. Ao perceber que a perspectiva para o país não é boa, quem tem ações na carteira de investimento tende a vender seus papéis. Assim, pode alocar recurso em algo que gere maior confiança, como ativo do mercado cambial e até mesmo ações do mercado internacional.

No Brasil, esse movimento fica mais acentuado em ano eleitoral. O mercado financeiro projeta maior confiança em candidatos que propõem medidas capazes de controlar melhor a política fiscal e impulsionar o crescimento da economia brasileira. Esses candidatos geram uma expectativa positiva, elevando a pontuação da Bolsa e reduzindo a variação cambial.

Há outros impactos que não ganham destaque imediato no noticiário, mas que prejudicam bastante a economia brasileira. É o caso dos gastos do governo. Uma análise feita pelo doutor em economia Fernando Meneguin demonstra essa relação ao comparar a evolução da despesa da União em percentual do PIB.

A conclusão é: 'dentro de cada ciclo de quatro anos (o artigo considerou o período de 1994 a 2010), o maior percentual de gastos em relação ao PIB acontece nos anos de realização das eleições'. Essa prática leva a um efeito que vai além do período eleitoral, provocando uma reação que só será sentida nos anos seguintes — como a elevação da taxa de juros e da carga tributária.

Como proteger seus investimentos?

A diversificação é sempre a melhor forma de resguardar seu dinheiro. Esse cuidado ganha ainda mais importância em um cenário eleitoral conturbado. Neste ano marcado pela polarização, qualquer fato novo pode impactar na campanha.

O atentado sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro, por exemplo, gerou reflexo imediato no mercado financeiro, com o Ibovespa ganhando mil pontos no encerramento do pregão. O dólar, por sua vez, regrediu 1,5%.

Aplicar recurso em renda fixa garante a previsibilidade e a preservação de parte do seu capital. A renda variável, por sua vez, é uma oportunidade de impulsionar o ganho, mas requer atenção a cada novo movimento. Combinar o investimento nas duas modalidades é o caminho mais seguro para encarar o atual momento da economia brasileira.

O processo eleitoral exerce forte influência sobre a economia brasileira, impactando também na atividade empresarial. Portanto, não deixe de acompanhar nossas tendências de mercado!

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