Como fazer com que o negócio da sua família cresça

Rubens Patroni, fundador da Patroni Pizza, fala sobre a história de sua empresa e expectativas para o futuro

16-02-2017

como-fazer-negocio-familia-crescer1Foto: Shutterstock

Em 1984, Rubens, pai de Rubens Patroni Júnior, sofreu um infarto decorrente de complicações causadas pelo stress de ter perdido o emprego. Alertado sobre os perigos do pai continuar sem nenhum ofício, o filho optou por iniciar um negócio – só assim, poderia curá-lo da depressão.

A família Patroni tinha a tradição de fazer pizzas quando se reuniam. Por isso, a ideia não poderia ter sido diferente: uma pizzaria delivery, novidade na época. “Sabia que abriria uma pizzaria e em uma casa que gostava no bairro Paraíso, em São Paulo. Mas não sabia como faria”, relembra Rubens Júnior, que, na época, trabalhava na CESP (Companhia Energética de São Paulo). “Em termos administrativos e financeiros, já possuía uma bagagem grande, mas tive que me especializar no segmento. Visitei muitas pizzarias. Uma a cada dia. E fui aprendendo dessa maneira”.

No mesmo ano, a pizzaria Patroni Pizza estava sendo inaugurada no mesmo lugar que Rubens idealizava, um sobrado na região sul. Seu pai, por fim, teria atividades para exercer diariamente novamente. Contava com a ajuda do seu cunhado, que se tornou seu sócio no investimento e ficava responsável por auxiliar o sogro enquanto Rubes trabalhava na CESP. “Cheguei a trabalhar 18 horas por dia. De manhã e à tarde na Companhia; à noite, na pizzaria. Mas, para o negócio crescer, esse esforço era preciso”.

Na época, não existiam muitas pizzarias delivery em São Paulo. Por isso, para espalhar o novo empreendimento, a família se dedicava a entregar folhetos em todos os condomínios da região. As entregas eram feitas com bicicletas e comandadas por Rubens, o pai, que havia encontrado motivação novamente. “Quando você abre um negócio, você não é ninguém. É preciso fazer com que as pessoas experimentem seu produto. Por isso, fazíamos esse esforço diário, convidando todos da região para conhecer e experimentar – e funcionava!”.

Em 1987, Rubens começou a ver resultados mais efetivos na loja e percebeu que poderia expandir seu negócio para outras regiões da capital paulista. O bairro escolhido foi Planalto Paulista, também na região Sul. No começo dos anos 90, foi a vez do Itaim Bibi receber uma unidade e estrear uma novidade na Patroni Pizza: rodízios de pizza.

Não demorou muito para que Rubens recebesse convite para levar seu negócio para os shoppings centers, que estavam em expansão na época. Em 1997, no entanto, quando recebeu a primeira convocação, perdeu seu pai e seu cunhado – e sócio – na mesma época. “Foi o momento mais difícil da Patroni. Tive que decidir: ou continuava na CESP ou arriscava a seguir com o negócio sozinho. Fiquei com a segunda opção, ainda bem”.

A primeira loja em shopping, cujo projeto foi aprovado ainda pelo pai de Rubens, foi inaugurada em Santo André, na Grande São Paulo. Lá, Rubens integrou massas, porções e outros petiscos ao cardápio. Em 2003, quando já tinha nove lojas espalhadas pelo estado, tomou uma iniciativa decisiva para a Patroni Pizza: após muitas ligações e solicitações, resolveu adotar o sistema de franchising, ou seja, agora a pizzaria poderia ser adquirida como franquia.

O crescimento entre 2003 e 2014 foi de 25,5% ao ano. Hoje, já são 210 unidades em todo o Brasil, com faturamento de R$360 milhões ao ano. “Em 2015 e 2016 uma forte recessão afetou a economia brasileira, mas o mercado, agora, começou a reagir para o segmento de alimentação – que é o último setor a cair e o primeiro a se reerguer. Acredito muito que 2017 será um ano de recuperação e que continuemos crescendo no varejo e em vendas de franquias”.

Se em 1997 Rubens se viu sozinho em seu negócio, hoje, seus filhos, cunhado, esposa, irmã e prima integram a equipe, cada um em uma área diferente. De acordo com o empresário, o segredo para o sucesso de uma empresa familiar é não misturar família com profissionalismo. “Saber diferenciar é fundamental para fazer com que dê certo. Lá dentro não existe parentesco; parceria sim, mas relevar iniciativas prejudiciais à empresa é inadmissível. É preciso seriedade, caso contrário, a empresa tende a fracassar”, explica, ao afirmar que está preparando seus filhos para assumirem a direção da empresa. “Começaram de baixo, passando por várias funções para assim crescer profissionalmente e conhecer todos os departamentos e funções”.

Para quem está iniciando um negócio familiar agora, Rubens destaca três pontos necessários para ir em busca dos resultados positivos: muito trabalho, dedicação e energia positiva. “Serão inúmeros obstáculos para se enfrentar, mas não se pode deixar abalar por nenhum deles”.

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